
Pé Torto Congênito Idiopático
O diagnóstico é clínico, através do exame físico. É crucial que o diagnóstico seja realizado o mais cedo possível, preferencialmente nas primeiras semanas de vida, para que o tratamento adequado seja iniciado imediatamente. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhores são as chances de correção completa.
O tratamento preconizado hoje é através do Método de Ponseti.
Este métodos consiste na confecção de gessos seriados semanais, com duração aproximada de 4-6 semanas. Após a correção da posição do pé geralmente é feita uma pequena cirurgia para alongamento do tendão de Aquiles (tenotomia).
Quando ocorre a cicatrização do tendão, aproximadamente em 3 semanas, iniciamos a fase de manutenção da correção, que é dividida em 2 etapas. Na primeira etapa o paciente usa a órtese de Dennis Brown durante 23 horas do dia, por 3 meses. Já na segunda fase, que vai ate os 4 anos, o uso da órtese é de 14 horas ao dia.
As causas exatas do pé torto congênito idiopático permanecem em grande parte desconhecidas, embora haja uma combinação de fatores genéticos e ambientais envolvidos. Acredita-se que uma predisposição genética possa ser um fator chave, já que a condição pode ocorrer em várias gerações dentro de uma família. No entanto, nem sempre há histórico familiar.
Conhecido como pé equinocavovaro, é uma condição ortopédica que afeta aproximadamente 1 em cada 1000 nascidos vivos.
O termo equinocavovaro significa que este pé é inclinado para baixo, tem o arco aumentado e a parte de trás do pé caindo para fora


A DDQ é uma condição que afeta a articulação do quadril já ao nascimento. Sabemos que a DDQ é mais frequente no quadril esquerdo de meninas primogênitas que estavam na posição pélvica, além disso há componente familiar envolvido.
O maior desafio desta patologia ainda é o diagnóstico precoce. Pois os sintomas são perceptíveis pela população em geral quando são graves e levam a algum tipo de limitação.
Idealmente esse diagnóstico deve ser feito nas primeiras semanas de vida. Todo recém-nascido deve ter seus quadris examinados já nas primeiras horas do nascimento.
Através do exame clínico adequado, é possível identificar os quadris mais graves (instáveis, ou seja aqueles que conseguimos fazer sair do lugar durante o exame, fiquem tranquilos esse processo não é doloroso).
Idealmente, todos ao recém-nascidos deveriam realizar a ultrassonografia dos quadris. Isto porque nem todo quadril é instável, logo nem toda displasia é diagnosticada apenas pelo exame clínico.
O tratamento depende da idade do paciente e da gravidade da displasia, mas de uma maneira simplificada podemos dividir o tratamento conforme o esquema a seguir:
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Recém -nascidos aos 3 meses: uso do suspensório de Pavlik
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Bebês 4-8 meses: redução do quadril sob anestesia e gesso (alguns casos também é feita a tenotomia do adutor para redução do quadril afetado)
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Crianças entre 9 e 18 meses abertura da cápsula do quadril, redução e gesso
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Crianças entre 18 meses e 6 anos
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Abertura da capsula do quadril, osteotomia da bacia e as vezes osteotomia do fêmur associada
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Maiores de 6 anos: infelizmente esta é a pior faixa etária ara tratamento, pois as técnicas cirúrgicas aplicadas nos pequenos não são efetivas e por outro lado eles ainda são muito jovens para realização de colocação de prótese de quadril.
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Adultos: Prótese total de quadril:
Quando tratada precocemente, a maioria dos pacientes consegue desenvolver uma articulação funcional, evitando complicações futuras. No entanto, se não tratada, a displasia de quadril pode levar a dores crônicas e à necessidade de intervenções mais complexas na idade adulta.

Displasia do Desenvolvimento do Quadril - DDQ

Reconstrução Óssea

A reconstrução óssea desempenha um papel fundamental na recuperação de pacientes, indo além do aspecto funcional. Por meio dessa prática, transformamos vidas, restauramos funções motoras e promovemos o aumento da autoestima dos pacientes.
Esse é um campo dinâmico e essencial da medicina moderna, oferecendo esperança e soluções para pessoas com condições ósseas debilitantes. A integração de novas tecnologias e abordagens tem proporcionado resultados cada vez melhores, evidenciando a importância contínua da pesquisa e do desenvolvimento nesse setor.
A reconstrução óssea é uma área da ortopedia dedicada à restauração de estruturas ósseas comprometidas por traumas, doenças ou defeitos congênitos. Essa prática combina princípios da ortopedia, biologia e engenharia para devolver funcionalidade, resistência e estética ao sistema esquelético. Com os avanços das tecnologias médicas, a reconstrução óssea tornou-se cada vez mais eficaz e personalizada.
Os fixadores externos (popularmente conhecidos como "gaiolas") são ferramentas essenciais no campo da reconstrução óssea. Por meio do uso desses dispositivos, é possível corrigir falhas ósseas, alinhar ossos e até mesmo aumentar o comprimento dos membros.
Existem diversos tipos de fixadores externos, cada um com suas indicações específicas. Eles variam desde modelos mais simples, utilizados para a estabilização inicial de fraturas graves, até dispositivos mais complexos, capazes de corrigir deformidades em vários planos simultaneamente.
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